Fabula Nova Crystallis PDF Imprimir E-mail
Sáb, 08 de Outubro de 2011 14:16

 

"Um mito,

Inúmeras histórias

FINAL FANTASY XIII

O novo conto de um Cristal

Como a luz que brilha através do Cristal,

o universo brilha com multi-coloridos conteúdos."

 - Descrição oficial do site

 
"O desenvolvimento dos três jogos foram iniciados ao mesmo tempo e nos reunimos para encontrar uma plataforma em comum para  tentar construí-los a partir dele. Mas desde então, estamos vindo a trabalhar de forma totalmente independente uns dos outros. Cada jogo é evoluído em sua própria direção e acontecem em mundos separados com seus próprios personagens principais. Não existe basicamente nenhuma cooperação entre as equipes".
- Motomu Toriyama
 
"A única semelhança que se pode encontrar entre os jogos é no vago tema sobre os cristais."
- Tetsuya Nomura
 
 
Fabula Nova Crystallis: Final Fantasy (ファ ブラ ノヴァ クリスタ リス) é o nome coletivo de uma série de jogos feitos sob o rótulo FINAL FANTASY XIII da desenvolvedora Square Enix. Feitos na mesma linha como as compilações de Final Fantasy VII e as coleções de Ivalice Alliance, Fabula Nova Crystallis, que significa "O novo conto de um Cristal" em latim, é, contudo, baseado em vários mundos e personagens diferentes, mas cada jogo "pretende expandir em cima de um mito comum".
 
A conexão entre os jogos da  Fabula Nova Crystallis poderiam ser, parcialmente, comparadas com a que existe entre os jogos como Final Fantasy I, Final Fantasy III, Final Fantasy IV e Final Fantasy V - universos diferentes, mas praticamente o mesmo mito sobre cristais. Oficialmente, eles têm sido caracterizados como "títulos diferentes com base no universo e variações de Final Fantasy XIII". A figura mostrada na Fabula Nova Crystallis, na logo, é um dos deuses míticos do cristal de Final Fantasy, mas quando perguntado pela Famitsu, Yoshinori Kitase não disse de que se trata de um deus.
 

Títulos:

Além de Final Fantasy XIII e Final Fantasy XIII-2, que são produzidos pela mesma equipe, cada um dos outros jogos estão sendo desenvolvidos por uma equipe diferente de desenvolvedores dentro da Square Enix 1st Production Department Division. Os jogos que compõe a Fabula Nova Crystallis são:
 

  • Final Fantasy XIII;
  • Final Fantasy XIII-2;
  • Final Fantasy Type-0;
  • Final Fantasy Versus XIII;

 

Além disso, uma novel, mais tarde transformada em um Drama CD, intitulada de Final Fantasy XIII Episode Zero-Promise, é também parte do universo de Final Fantasy XIII, enquanto Final Fantasy XIII- Episode i é uma novel que foi lançada junto com a versão Internacional Hits de Final Fantasy XIII no Japão, e age como um epílogo de Final Fantasy XIII, cobrindo eventos seguintes ao término do jogo.
 
A marca Final Fantasy XIII Haeresis foi registrada nos Estados Unidos no dia 1° de maio de 2006, no entanto, não houve anúncios sobre planos de fazer um jogo deste título, e a marca foi posteriormente abandonada em 25 de abril de 2011. A Square Enix também registrou um domínio de nome Final Fantasy XIII-3 em 7 de setembro de 2011. Mas não foram anunciados quaisquer planos de desenvolvimento.
 
Desenvolvimento:
Fabula Nova Crystallis foi anunciado pela primeira vez em 2006. A série foi originalmente chamada de Fabula Nova Crystallis: Final Fantasy XIII, mas o nome foi abreviado apenas para "Fabula Nova Crystallis: Final Fantasy" durante a "Square Enix 1st Production Department Premier" evento ocorrido no dia 18 de janeiro de 2011. O "XIII" numérico foi abandonado porque um título que era originalmente chamado Final Fantasy Agito XIII foi rebatizado de Final Fantasy-Type 0.
 
Um vídeo da mitologia Fabula Nova Crystallis foi exibido no dia 18 de Janeiro de 2011 na Square Enix Conference. Os detalhes do vídeo narram a história dos muitos deuses da Fabula Nova Crystallis. O vídeo foi criado por uma equipe liderada por Yusuke Naora (diretor de arte de Final Fantasy Type-0). O texto da narração é organizado a partir do livro de mitologia criado por Kazushige Nojima (escritor do roteiro de Final Fantasy Versus XIII). Yoshinori Kitase ainda brincou dizendo que a mitologia foi escrita cinco anos atrás e o livro de Nojima desde então estava selado, mas eles tiveram que tirá-lo apenas para usá-lo no evento.
 
 

Mitologia - Parte 1: Início

O universo da Fabula Nova Crystallis é dividido em dois - o mundo visível e o mundo invisível, o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. No início um único Deus, chamado Buniberzei, derrotou a sua mãe, a deusa Muin, para assumir o controle do mundo para si mesmo, e a derrotada deusa Muin desapareceu no mundo invisível.
 
Tornando-se o único governante do mundo não satisfez Buniberzei, que estava certo de que o mundo estava destinado a morrer devido a uma maldição lançada por sua mãe, Muin. A fim de acabar com isso, Buniberzei sabia que tinha que destruí-la. Mas porque Muin tinha ido para o mundo invisível, ela não poderia mais ser alcançada. A fim de encontrar a porta para o mundo invisível, Buniberzei criou os três primeiros fal'Cie, e o primeiro fal'Cie foi o fal'Cie de Pulse.  O dever que caiu sobre ele foi abrir o mundo e procurar a porta para Muin.
 
Em seguida, ele criou a fal'Cie Etro, mas sem pensar, criou Etro à imagem de Muin. Buniberzei a temia e não lhe deu nenhum poder. Como alternativa, ele criou o fal'Cie Lindzei, o dever que caiu sobre ele foi de proteger Buniberzei de todos os que poderiam tentar destruí-lo. Buniberzei também deu a Lindzei um dever especial: para acordá-lo quando chegasse a hora. Buniberzei então se transformou em um cristal, e caiu em um sono sem fim.
 
Pulse desejava expandir o mundo, então criou muitos fal'Cie e l'Cie. Lindzei quis proteger o mundo, então ele também criou muitos fal'Cie e l'Cie. Mas Etro sozinha era impotente e não podia criar nada por conta própria. Etro, assim, rasgou o seu corpo, deixando seu fluxo sanguíneo fluir pela terra e desapareceu do mundo visível. A partir desse sangue, rasgado de seu corpo, surgiu a humanidade. Criaturas que nascem só para morrer.
 
A destruição do mundo visível não era uma maldição, era apenas o destino, e se o equilíbrio entre os mundos visível e invisível fossem destruídos, o próprio universo entraria em colapso. A deusa Muin não podia fazer nada para acabar com este destino, ela estava sendo consumida pelo caos do mundo invisível, mas pouco antes de sua última hora, Etro passou para seu lado.
 
Muin disse a Etro que ela devia proteger o equilíbrio do mundo, antes de desaparecer no caos para sempre. Mas Etro não entendeu o significado por trás das palavras de Muin. Ela estava sozinha, mas sentia afeição com os humanos que vivem apenas para morrer. Conforme eles morriam, Etro sorria, e deu-lhes o Caos, e os seres humanos nomearam esse Caos de "coração", mantendo-o dentro deles. Seus corações se tornariam o seu poder, mas os humanos ainda não sabem disso.
 
Humanos viriam a chamar Pulse de governante todo-poderoso. Á Lindzei deram o nome de protetor. E à Etro deram o nome de "morte". E como os seres humanos mantinham o caos tão perto, o mundo mais uma vez estava em equilíbrio.
 
E Buniberzei continua dormindo como um cristal. Até o fim da eternidade.
 
* Para saber mais assista o vídeo legendado sobre a Fabula Nova Crystallis, produzido pela Square Enix, e divulgado na Square Enix’s 1st Production Department Premier, que está também disponível em nosso canal do Youtube.
 

 

Mitologia - Parte 2: Final Fantasy XIII

Na mitologia da Fabula Nova Crystallis há vários deuses, os mencionados em Final Fantasy XIII são os seguintes: Pulse, Lindzei e Etro.

Pulse e Lindzei criaram os fal'Cie, após dar-lhes uma missão, abandonaram o mundo. Por isso, os fal'Cie de Pulse tem como objetivo encontrar seu Deus, Pulse. Assim como o fal'Cie de Cocoon tem como objetivo encontrar seu Deus, Lindzei.

Um detalhe importante é que, segundo conta o guia, os fal'Cie não tem capacidade de marcar os humanos. Sim, você leu certo, os fal'Cie só podem eleger quem será convertido em l'Cie, mas a marca é trabalho exclusivo dos deuses. Assim, o grupo de protagonistas são marcados pelo deus Pulse, e não pelo fal'Cie Anima.

Sabemos que há outra deusa, mas que é mencionada nos Analetos com base de dados. Trata-se de Etro, denominada "deusa da morte". Ela abandonou o mundo antes de Pulse e Lindzei. Ao contrário destes deuses, cuja localização é desconhecida, sabemos que Etro reside em outro mundo, na dimensão invisível.

Em ocasiões extremas, Etro utiliza o portal da sua dimensão como forma de intervir em assuntos relacionados aos seres humanos. Há causa dessa intervenção é algo que à faz sentir útil, por exemplo, quando um humano morre ela sente pena por ele, e através do portal aberto, seu poder flui para a dimensão dos humanos. Além disso, os eidolons são entidades enviadas por Etro quando os l'Cie expressam um inevitável desespero que passa despercebida.

 

- Intervenções de Etro

Durante a Guerra da Transgressão, quando Fang se transformou em Ragnarok e tentou destruir Cocoon, Etro sentiu pena pelas pessoas que viviam ali e não hesitou em cancelar a transformação, fazendo que tanto Vanille como Fang fossem convertidas em cristal. Por outro lado, Etro fez com que o fal'Cie Anima caísse em um profundo sono.

No último capítulo do jogo (o XIII), testemunhamos outra intervenção da deusa. Foi Etro quem cancelou a transformação de Fang em Ragnarok quando ela tentou destruir Orphan. Um sinal indicando que Etro já interveio com as Marcas dos l'Cie quando estão brilhando, é a razão de Fang ser uma l'Cie diferente e de que o grupo, depois de ter revertido o estado de Cie'th, voltassem a vida com suas marca no mesmo estado.

 

- Dimensão invisível

Onde reside a deusa Etro, foi um lugar criado pelos deuses e existe como um mundo completamente alheio à dimensão visível é lá que se desenrola Final Fantasy XIII. Sua localização segue sendo desconhecida. Os fal'Cie acreditam que os deuses que haviam os criados residem dentro da dimensão invisível, por isso buscam a porta para obter o acesso.

A dimensão invisível é também um lugar aonde vão às almas dos que já morreram, assim, cada vez que um humano morre, a porta se abre para aquele lugar por um momento. Conseqüentemente, o objetivo de Barthandelus é abrir um amplo portal, o suficiente para forçar os deuses a descerem em seu mundo. Usando a matança em massa de seres humanos (daí a existência de Cocoon).

Depois de acabar com a segunda forma de Orphan, podemos ver uma cena em que tudo é destruído. Neste momento se abre uma entrada para um lugar que, do pouco que se vê, é muito similar ao trailer de Final Fantasy XIII-2, aquela obscura dimensão, Valhala, onde está Lightning e Kaias. Trata-se da dimensão invisível e indica que a deusa Etro está intervindo.

 

- As limitações dos fal'Cie

Em Final Fantasy XIII nós encontramos com dois tipos de Fal'Cie: Aqueles criados por Pulse, os Fal'Cie de Pulse (Anima, Bismarck, Titan, Atomos, Dahaka...) e aquele criado por Lindzei, o fal'Cie de Lindzei (o fal'Cie de Cocoon, também conhecido como fal'Cie do Sanctum). Todos eles receberam uma missão e, a fim de cumpri-las, o seu deus lhes deu o poder necessário. No entanto, como são incapazes de reunir mais poder do que lhes foi dado, eles precisam converter humanos em l'Cie para utilizá-los e cumprirem suas missões.

 

- O objetivo dos fal'Cie

Mostra que cada fal'Cie tem sua própria missão, todos comportão um objetivo em comum. Esse objetivo é para a Porta que guia para os deuses que os criaram, ou seja, abrir o Portal para a Dimensão Invisível.

O fal'Cie de Pulse, pensando que o Portal se encontra em algum lugar de Gran Pulse, faz sua busca em todo o local que pode. O 13º fragmento dos analetos reconfirma esse fato. Por exemplo, Atomos (fal'Cie de Mah'habara) pensa que está em algum lugar do subterrâneo terrestre. Dahaka pensa que está em algum lugar do céu, e Anima pensa que vai obter a chave para acessar o Portal fazendo os l'Cie derrotarem monstros. Por outro parte, os representantes dos fal'Cie de Lindzei, Barthandelus, tenta abrir a porta pelo sacrifício de um grande número de seres humanos ao mesmo tempo. Este fato também é indicado no 13º fragmento do anatelo.

Os fal'Cie crêem que podem se encontrar com Pulse/Lindzei caso abram a porta para a outra dimensão. Seja verdade ou não, é algo que não se sabe. Em realidade, os próprios deuses poderiam estar buscando está porta, de forma que os fal'Cie não são mais do que manipuladores com os pensamentos que levariam a busca do seu deus.

 

-Cronologia

Para esclarecer um pouco mais esta questão, a cronologia explica resumidamente os fatos.

 

1) Os deuses criam os fal'Cie e os humanos, depois que abandonaram a dimensão visível.

--- Os fal'Cie de Pulse decidem converter os humanos em l'Cie e utilizá-los para entrar na oculta Porta..

--- Os humanos, pensando que os fal'Cie de Pulse só querem expandir a terra, tentam seguir seus passos.

--- Ao mesmo tempo, recebendo ordens de "preparar um ataque a partir do exterior (Dimensão invisível)", os fal'Cie de Pulse constroem incontáveis Arcas.

--- Neste momento, apenas os fal'Cie de Pulse tentavam utilizar os humanos para encontrar o Portal. E apenas eles contruÍram Arcas, uma vez que apenas eles foram ordenados a fazê-las.

 

2) Barthandelus, fal'Cie de Lindzei, constrói Cocoon, migrando uma parcela da população de Pulse e começando a cultivar vida.

--- Havendo recebido ordem de construir e manter Cocoon, Barthandelus decide utilizar as pessoas que acumulou como modo para abrir o Portal.

--- No entanto, era um plano que entrava diretamente em conflito das ordens que recebeu.

--- Decidindo, em seu lugar, provocar uma guerra civil, Barthandelus rouba inúmeras Arcas de Gran Pulse.

--- Tendo sofrido o seqüestro de seus companheiros e do roubo dos seus recursos, os cidadãos de Pulse começaram a ver o fal'Cie de Cocoon como inimigo.

--- Pessoas trazidas para Cocoon começaram a alegrar-se de uma vida segura e fácil.

--- As pessoas de Cocoon começaram a venerar o fal'Cie do Sanctum.

--- O tempo passa e as pessoas de Cocoon, eventualmente, acabam esquecendo sobre suas antigas mémorias de Pulse.

--- Devido a isto e as indicações do fal'Cie de Cocoon, as pessoas começaram a temer Pulse e considerá-los outras raças.

Os humanos, enganados pensando que era um paraíso, migraram para Cocoon.

 

3) 600 anos atrás, o fal'Cie de Pulse, Anima, instruiu aos seus l'Cie a missão de destruir Cocoon, e assim começava a Guerra da Transgressão.

--- Em geral, o fal'Cie de Pulse é indiferente à existência de Cocoon.

--- No entanto, o fato de que saquearem sua civilização provoca a ira de Anima, fazendo com que decida atacar Cocoon.

--- Um grande número de l'Cie e humanos estão envolvidas na guerra, com Fang e Vanille na linha de frente.

--- Acreditando que a população de Cocoon não fosse suficiente para abrir a porta, Barthandelus defende o ataque, caso contrário, seu plano retrocederia muito.

--- Fang se transforma em Ragnarok e tentou destruir Cocoon, assim a deusa Etro interfere.

--- Além de cristalizar Fang e Vanille, o fal'Cie Anima cai em um profundo sono.

Fim da Guerra da Transgressão.

 

Etimologia

Square Enix afirma em sua página na internet que Fabula Nova Crystallis se traduz em "o novo conto de um Cristal". No entanto, isso não é muito preciso - a palavra latina para cristal é "crystallus-i", que é segunda declinação. Fabula Nova Crystallorum significaria "o novo conto dos cristais". Tal como está, o título indica mais de perto "o novo conto para/por/com os cristais", como Crystallis é um plural dativo ou ablativo. No entanto, a tradução é perfeita se Crystallis é entendida como um dativo possessivo.

Outra possibilidade é que "Crystallis" é singular de fato, caso em que poderia ser genitivo, com o significado, "do cristal". Muitas vezes na literatura latim o plural e singular forma palavras usadas alternadamente para efeito retórico - um exemplo disto está na história de Scylla no Livro 7 das Metamorfoses de Ovídio.

 

Curiosidades

 

    • Orphan faz uma referência indireta ao título da série com a linha, "De cacos quebrados, a nova lenda de um cristal irá surgir".
    • O 13º Analeto, obtido ao derrotar Vercingetorix na Missão 64, é chamado "Fabula Nova Crystallis".
    • Além disso, há uma parte da música no quarto disco de Final Fantasy XIII: Original Soundtrack chamado "Fabula Nova Crystallis".
    • Os conceitos de um mundo amaldiçoado e deuses derrotados se escondendo em um mundo invisível são muito similares ao mito da criação do Emishi, um antigo povo indígena do norte do Japão.