Square-Enix: Parte 01 PDF Imprimir E-mail
Dom, 22 de Agosto de 2010 20:44

O passado, presente e o futuro de uma das maiores empresas de games.



Fundada em abril de 2003 devido a fusão de duas grandes empresas do mundo dos games, a Square Co. Ldt. e a Enix, surgiu a Square Enix, empresa que atualmente é responsável pelos jogos da série “Final Fantasy”.

A série originalmente pertencia a Square, agora passa pertencer a Enix também, as duas empresas anteriormente rivais no mundo dos rpgs eletrônicos, agora, trabalhando juntas. Essa “fusão” entre as duas empresas pode ser mais do que uma simples fusão. A Square estava com um enorme prejuízo depois do lançamento cinematográfico pela Square Pictures, Inc., o filme intitulado Final Fantasy: The Spirits Within , que teria sido um enorme fracasso, fazendo a empresa perder milhões, e conseqüentemente suas ações caindo na bolsa. Por outro lado tínhamos a Enix, que na era Playstation 1 fez grandes jogos como Grandia, Valkyrie Profile, Star Ocean , e Dragon Quest. No entanto, a empresa parecia com dficuldade para se adaptar ao mundo 3D, a maioria dos seus jogos misturava elementos 2D e 3D, o que ainda era normal naquela geração de consoles, assim como o clássico Breath of Fire III fez. Mas o que seria viável no Playstation 1, não seria mais possível no Playstation 2, onde os gráficos estariam duas vezes melhores. Em um acordo com as duas empresas, depois de um tempo de especulações, em abril de 2003 as duas oficialmente se “fundiram”.

Foi a partir daí que as coisas começaram a mudar lá dentro. O presidente da antiga Square foi eleito presidente da atual Square Enix ( Yoichi Wada ). E as novas políticas de marketing adotadas pela nova corporação não pareceram agradar a todos. A nova política agora era “mais Final Fantasy em menos tempo”.O lançamento americano de FFVIII foi em 1999, o lançamento americano de FFIX se deu em 2000, FFX lançado em 2001, FFXI (no Japão) lançado em 2002, FFX-2 em 2003, FFXI (para PS2) em 2004. Os planos da empresa estavam dando certo, afinal, a data inicial de FFXII era 2005. Mas essa decisão, de dar tanta atenção a Final Fantasy não agradou a alguns funcionários que migraram para outras empresas, foi o caso das mentes por trás de Xenogears, atual Xenosaga da Namco.

Para piorar a situação da empresa, Hironobu Sakaguchi, o criador de Final Fantasy, fez seu último trabalho na Square-Enix em 2001, com Final Fantasy X, depois disso, fundou uma nova empresa, e hoje produz RPGs para o console da Microsoft. O mais interessante, é que a Square Enix continuou fazendo Final Fantasy. Hironobu deixou sua série para trás, permitindo que a Square fizesse praticamente o que quisesse com ela. E o que obtivemos foi um resultado que deixou muitos fãs de boca aberta. Em 2002 foi lançado o décimo primeiro episódio da série, em versão única e exclusivamente ONLINE, incapaz de ser jogada offline, limitando vários fãs pelo mundo a não ter acesso a esse jogo, uma vez que foi lançado oficialmente apenas na América do Norte, Europa e Japão.

Isso não foi o que mais deixou todos espantados, afinal MMORPGs estão na moda, e o projeto de criar um Final Fantasy Online já estava sendo “trabalhado” desde o fechamento do jogo Chrono Cross para Playstation1. Em 2003 a empresa deixa os fãs novamente intrigados. Uma continuação direta de um episódio da série foi lançada, o que nunca havia sido feito antes, uma vez que cada FF tem uma história diferente. O jogo intitulado Final Fantasy X-2, foi uma continuação da história de FFX, 2 anos depois do ocorrido no fim do game. Esse com toda a certeza é o Final Fantasy mais criticado pelos fãs, se Final Fantasy XI impressionou por nada anteriormente ter sido igual a ele, FFX-2 conseguiu fazer mais. O jogo trazia como protagonista apenas três personagens fixos e mulheres, com roupas minúsculas, pistolas, espadas, até uma sigla foi criada para o trio, YRP (iniciais das três garotas), no melhor estilo “As Panteras”. Sendo considerado por muitos o pior jogo da série, e alguns fãs mais “hardcore” não o consideram nem mesmo um Final Fantasy. O jogo tem seus atrativos, inovações, e no que compete a ele o papel de inovar, ser diferente, ele faz bem. Mas mesmo assim, o público em geral não parece ter apreciado Yuna em seus minúsculos shorts.

Quase que ao mesmo tempo, começou o projeto compilação de Final Fantasy VII, um projeto que seria uma série de jogos e um filme, baseado no game de maior sucesso da empresa, os jogos e o filme viriam para fechar buracos deixados pelo roteiro do game original. O filme intitulado Final Fantasy VII: Advent Children tirou suspiros daqueles que esperavam para ver seus personagens favoritos em uma “perfeição” gráfica, a Square Enix provou mais uma vez que está muito a frente no quesito animação gráfica, até mesmo de grandes estúdios como a Pixar. O projeto conta também com um jogo para o vídeo game portátil da Sony, um game para celular, e um novo jogo para Playstation2, intitulado Final Fantasy VII: Dirge of Cerberus, que tem como protagonista o personagem Vincent, em uma nova história, desvendando ainda mais mistérios no mundo de FFVII. O jogo, no entanto, surpreendeu a muitos quando revelado que não seria um rpg e sim, um jogo de “tiro”.

A Square Enix também entrou de cabeça no ramo dos mangás, várias séries no Japão conhecidas por serem da editora Square Enix, entre os títulos mais famosos está FullMetal Alchemist, um anime que conta a história de um alquimista e seu irmão em busca de seus corpos perdidos na tentativa de salvar sua mãe. O anime fez enorme sucesso atingiu vários países de diversas formas, seja pela pirataria, seja oficialmente, chegou aos EUA, e ao Brasil pelo canal Animax. O anime já rendeu três jogos a empresa.

Mas o que tudo isso representa? Qual a verdadeira “nova cara” da Square Enix?

Para os fãs mais atentos que simplesmente não dão suspiros ao ver Sephiroth na tela, e sim, esperam respostas para todas as ações da sua empresa favorita. O que tudo isso pode representar? Final Fantasy Online, continuação de um episodio da série, mangás, animes, jogos baseado nesse desenho, filmes de final fantasy, jogos para celulares, personagens de final fantasy em jogos de tiroteio? Todas essas ações estranhas da empresa fizeram algumas pessoas se questionarem quanto à qualidade e a credibilidade da Square Enix.

Final Fantasy XI , um jogo online, totalmente diferente dos demais episódios da série foi lançado. Seria já sinal de mudanças da Square, que na época ainda não havia se fundido? Como dito antes, a idéia de um FF online havia surgido no término do projeto Chrono Cross. Não sabemos ainda se naquela época já se cogitava a possibilidade de uma saída de Hironobu e por isso ele concordou já não dando mais atenção pra sua série, ou se foi tudo feito como sempre. Em uma entrevista recente, Hironobu afirmou que Final Fantasy é passado para ele, o que demonstra um total desinteresse na série por parte dele. FFXI conservou a essência da série, ao mesmo tempo em que surpreendeu todos com novos elementos em cada canto de Vana’diel, a começar pelo sistema de batalha totalmente diferente. Outra surpresa, os jogos de RPG online são conhecidos por não possuírem praticamente história, Final Fantasy XI possui história, o que o difere dos demais, as missões sejam normais ou das expansões estão cheias de NPCs importantes, diálogos e outros elementos como se o jogo não fosse um MMORPG.

Mas por trás de tanta novidade, vem o preço, literalmente. A realidade brasileira mostra que 99% do país usufrui da pirataria em se tratando de jogos. Final Fantasy XI é um jogo online em que é preciso pagar uma mensalidade, muito difícil para um brasileiro. Precisa alem de cartão internacional, dinheiro todo mês para pagar essa luxuria, fora, ter que comprar o jogo original, nada de pirataria barata. A Square ganha muito em jogos online, muito mais do que nós do ocidente podemos pensar, até nós só veio Final Fantasy XI como uma grande franquia online, mas a verdade é que no Japão a Square possui outros jogos online que lhes garantem mais renda.. São comercializadas camisetas de FFXI, cada novo personagem feito custa 1 dólar a mais por mês, essas pequenas coisas fazem a diferença. Lucros, taxas, preços por todo o lado, cobrança.

Final Fantasy X-2, tão criticado pelos fãs. Teria sido uma experiência da Square em um terreno novo, para enfim, testar e saber como o público aceitara uma continuação? Ou mais uma chamada fonte de lucro? O mercado de jogos move bilhões, mas também custa quase os mesmos bilhões a algumas empresas. Com gráficos tão avançados com os de hoje, fazer um jogo novo é como dar um tiro no escuro, você nunca sabe quem vai acertar. Os milhares de remakes e compilações de clássicos que saem hoje são adorados pelos fãs, campeões de vendas. Mas qual a verdadeira intenção disso tudo? Arriscar fazer um jogo, e não dar certo, pode levar até mesmo uma Square Enix a falência dependendo do investimento que se teve por trás do jogo. Os produtores optam pelo mais fácil, um remake ali,um compendio de clássicos, uma coletânea e pronto, vendas consideráveis, dinheiro fácil sem praticamente nenhum gasto. Os remakes de hoje são para os fãs reviverem as suas séries, mas não deixa de ser fonte de lucro “barata” para os produtores. Final Fantasy X-2 não foi diferente, cenários reaproveitados, personagens reaproveitados, poucas coisas novas, poucos trabalho, pouco custo de produção, e repercussão considerável (mais de 1 milhão de vendas). Isso não quer dizer que a Square Enix realmente não tenha aproveitado para fazer sua experiência de uma continuação direta de um episodio da série, mas tudo isso com uma pequena pitada de “lucros” por baixo do pano. Custo de produção baixo, lucro fácil.

Mesmo o amado por todos, o Final Fantasy VII não escapou disso, seria outra desculpa da Square dizer que vai “responder” as questões deixadas com o jogo com essa compilação? Ou isso seria uma desculpa para tapar as verdadeiras intenções? Lucrar com a franquia de maior sucesso deles, sabendo que o retorno seria satisfatório. O filme Final Fantasy VII: Advent Children vai vir para o Brasil, e já vendeu mais de 1 milhão no Japão. Outro fato intrigante quanto a essa compilação, é que Final Fantasy VII atacou por TODOS os lados, filme, ps2, celular, psp. Isso tudo, somado a todas as outras mercadorias vendidas baseada nesses jogos. È uma compilação, ou uma forma desesperada de atingir todos os mercados? Além disso, a Square Enix teve o cuidado dessa vez de não lançar o filme de FFVII nos cinemas, com medo do prejuízo de sua ultima experiência. Em um dos jogos da compilação de FFVII, temos um jogo de tiro para PS2 com Vincent Valentine como protagonista. Um jogo de TIRO com personagens de FFVII? Tudo bem, eles já foram vistos em um jogo de luta uma vez. Mas nunca um jogo que não fosse RPG revelou segredos da historia de FFVII, e é o que Dirge of Cerberus faz, não é um jogo simples de ação, ele possui elementos da história que acontecem depois do final do jogo original (que a essa hora deve estar se revirando no tumulo, de tanto que falam dele hoje em dia). Em uma entrevista, o produtor do jogo afirmou que queriam trazer novos públicos para o universo de Final Fantasy, por isso um jogo de ação ao invés de RPG.

Os jogos de FullMetal são outra polêmica, há quem goste, os fãs aficionados pelo anime ou até mesmo quem prefere um jogo simples e rápido. É um SRFP, Simples, Rápido, Fácil e Porco. O jogo pode agradar aos fãs, mas a realidade é que ele é mais um dos milhares de jogos feitos pra vender junto com o desenho/filme/seriado. E como qual, tem um prazo muito curto para ser produzido e lançado, pois não pode perder a “febre” do anime, e isso faz com que a qualidade caia estrondosamente. O jogo tem uma boa história, e fica por ai, não espere mais que isso. São consideradas aventuras paralelas ao anime, mas que mesmo assim fazem muito sentido e desvendam mistérios iguais ou mais legais que o próprio desenho. Tudo isso dentro de um jogo onde a interação com o cenário é 0, os gráficos são 0 (apesar de melhorados na segunda versão do jogo), jogabilidade 0, dificuldade 0. Quem jogou, sabe, os jogos de FMA são para ser terminados em 10 horas, ir reto o tempo todo, bater em inimigos quase que todos iguais, transmutar itens loucos “jogados” no cenário, que nem ao menos parecem ter tido a coerência de condizer com o ambiente em que estavam. De longe, um dos piores trabalhos da Square Enix. No entanto, uma franquia muito popular. Os jogos pode ser ruins, mas isso não é culpa total de quem os fez. Eles são feitos para “vender”, e como citei antes, tem que aproveitar o “embalo” do anime, se o anime fica no esquecimento, as vendas são baixas. Com isso temos um jogo com um período de produção muito curto, que acaba nesse resultado. Um jogo, simples, barato (para a Square Enix produzir) e que vende bem.

Muitos lucros, atitudes ousadas, estranhas, e diferentes, que fizeram a cabeça do público se perguntar quem era a nova Square Enix. Entre tudo isso, tem também atitudes controvérsias as mesmas. Quando foi anunciado o lançamento do remake de Final Fantasy III para Nintendo DS, o presidente da empresa foi questionado quanto à possibilidade de trabalhar online, no entanto Yoichi Wada afirmou que ainda existem muitas barreiras para se jogar online hoje em dia, o que de certa forma, demonstra certo “respeito” aos fãs que não tiveram acesso a décima primeira versão de Final Fantasy. A política de “um final fantasy em menos tempo possível” parece ter desaparecido. Em meio a tantos adiamentos, Final Fantasy XII ficou para março de 2006 (no Japão). O ultimo final fantasy “normal” que tivemos foi Final Fantasy X (cinco anos atrás). Teriam eles decidido optar pela qualidade ao invés de lançarem um Final Fantasy por ano? Os produtores afirmam que desejam que tudo fique perfeito nesse novo episódio da série, e pede para que esperemos.

A última que assustou aos fãs foi o anuncio do presidente da Square Enix, afirmando que Final Fantasy e Dragon Quest (suas maiores franquias) podem não ser exclusivas para PS3, podem também ser lançada para Xbox360. Para todos foi um susto, nunca, em todo o seus anos de vida a Square lançou jogos multi-plataformas apenas alguns jogos para outros consoles em paralelo, mas em se tratando de suas maiores franquias ou continuações de outras sérias, sempre possuiu um console definido ao longo desses anos (NES, SNES, PS1, PS2). Essa noticia assustou muitos. O presidente afirma que só terá a resposta na E3 (maior feira de games da américa), em maio de 2006.

Futuro Capitalista?

A Square pode ter mudado decepcionado muitos, provocado revolta em alguns, mas ela se mantém fiel aos seus fãs. Alguns vivem presos no passado, e acreditam que Final Fantasy VIII começou a estragar a série, ainda sonham com aqueles mesmos menus azuis como eram até FFVII. Dizer que a Square Enix é apenas lucro, e não pensa em mais nada, seria o mesmo que condená-la sem julgamento. A Square é uma empresa, uma empresa visa crescimento e lucro, não a falência dela mesma, quem sabe não fosse pelos lucros de um Final Fantasy X-2 nós não teríamos um FFXII pior? Onde na realidade foram investidos esses lucros? O custo de produção de um jogo pra geração atual de consoles é enorme, e pra geração futura será ainda maior. Estamos falando de uma produção de 3 anos pagando cerca de 300 funcionários e não obtendo lucro NENHUM (uma vez que o jogo ainda está sendo feito). Não é toda empresa que pode fazer isso, e a Square Enix, pode, por isso temos jogos dos quais olhamos com cara estranha, mas talvez graças a esses jogos nós possamos olhar para um FFXII e ficarmos de boca aberta.

Se formos para falar que a Square só pensa em lucros, então temos que dizer que ela pensa em lucros desde o lançamento de FFII. Todos estão carecas de saber que o primeiro Final Fantasy era para ser o último jogo da Square na época, pois a mesma estava praticamente declarando falência. Mas o sucesso de Final Fantasy foi tanto, que ela conseguiu se reeguer e lançar Final Fantasy II. Lançou FFII pensando no que? Em lucros iguais ou maiores que o da primeira versão Se formos para dizer que existe um Final Fantasy que não pensou apenas em lucros para a empresa, então acredito que o único que fica isento disso é o primeiro. O resto, do II ao XII todos pensando em lucrar, sempre. Square é uma empresa, não uma instituição de caridade. Quanto a jogos como Dirge Of Cerberus, utilizar uma franquia de RPG em um jogo de ação, talvez seja uma atitude duvidosa. Mas como dito, a Square Enix é uma empresa, toda empresa quer o crescimento, expandir seus mercados e alcançar o maior número de público possível. Em um mundo como esse, onde o dinheiro move montanhas, e em um mercado tão arriscado como a produção de jogos, onde nunca se sabe o que vai fazer sucesso ou não. E onde a produção é tão cara e demorada, a Square Enix seria louca se não pensasse no seu bem estar. Adquirir patrimônio pode mesmo dar uma péssima impressão, impressa apenas mercenária que só pensa em lucros, mas também garante para que você tenha seu FFXII rodando com perfeição em seu PS2 (mesmo sendo pirata e não dando lucro NENHUM a Square Enix).

Por mais que se lucre, venda, lance produtos, promova eventos, mesmo com tudo isso, nunca uma pessoa fica a par completamente do que está por trás da empresa, qual suas verdadeiras intenções, projetos futuros, lucros, quedas, etc... Recentemente a Square Enix divulgou seu balanço financeiro do terceiro trimestre fiscal, que encerrou em dezembro de 2005. “As receitas subiram 13,2% em relação ao mesmo período de 2004, ficando em quase 70 bilhões de ienes (587 milhões de dólares). O lucro operacional chegou a 6,33 bilhões de ienes (53,89 de dólares), queda de 75,5% ante 2004, e lucro líquido de 4,29 bilhões de ienes (36,5 milhões de dólares), queda de 67,7%”.Os números vão muito além disso, os jogos online foram bem, com pequenas quedas, e o setor que cuida de outras coisas como o filme Advent Children foi o único com o lucro considerável. Todos os outros setores, mesmo os jogos offline tiveram queda nos lucros. A queda pode ser explicada pelo fato do ano passado ter ocorrido o “excepcional” lançamento de Dragon Quest VIII.

Em Resumo...

A Square Enix aos olhos do público mudou, fez coisas diferentes, estranhas, mas nem tudo são flores, como uma empresa multinacional no ramo dos jogos, e que carrega o titulo de produtora dos melhores RPGs da história não é fácil dirigir. Os fãs criticam, jogam pedra a crucificam, mas para manter-se num mercado competitivo com o de hoje, e tão arriscado como os de jogos são necessários algumas atitudes ousadas que provoquem olhares estranhos nos fãs. São as loucuras da Square Enix que podem nos garantir um jogo de ótima qualidade. As pessoas costumam criticar alegando que se tornou algo apenas lucrativo, mas todos exigem e adoram gráficos perfeitos como os de Final Fantasy XII, cenas em CG que chegam a surpreender qualquer outro estúdio de computação do mundo. Mas toda essa maravilha custa dinheiro, é isso que todos precisam saber, sem lucros uma empresa como a Square Enix estaria lançando jogos de Playstation2 com gráficos de Playstation1, e a reclamação dos jogadores seria outra: “a Square Enix é muito atrasada” em gráficos eles diriam. Cada sorriso, movimento que você vê em um jogo do tamanho de FFX ou FFXII movimenta milhares de polígonos por segundo, são necessários enormes cuidados e muitos trabalhos, e lembre-se, estamos falando de um sorriso de uma cena insignificante que talvez você nem tenha visto porque foi pegar uma água.

Se alguma atitude da Square Enix não lhe agrada, você não é obrigado a aceitar, escolha seus jogos favoritos, jogue, critique, analise. Os jogos que não gostar simplesmente não continue jogando. Leve sempre em consideração a situação atual da empresa, do mercado de jogos atualmente, pesquise, leia, analise, e veja os fatos. Não só da Square Enix, de todas, veja se isso aconteceu com alguma outra produtora. Para aqueles que acreditam que a Square Enix os abandonou, mudou demais e não a reconhecem. Tudo bem, as coisas realmente mudaram por lá, pessoas saíram e entraram, novas políticas de trabalhos foram tomadas para se adaptarem ao mercado de jogos atual. Mas lembre-se sempre que, a Square Enix ainda é o que sempre foi: uma empresa de jogos.


Por: Anderson Webber (Kasuga)