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Dom, 22 de Agosto de 2010 19:35

 

Lançamento original Plataformas
18 dezembro de 1987 Famicom (1987)
MSX2 (1989)
Gênero WonderSwan Color (2000)
Role-playing game Playstation (2002)
Game Boy Advance (2004)
Série Mobile phone (2004)
Principal PlayStation Portable (2007)
Wii Virtual Console (2009)
Modos de jogo Playstation Network (2009)
Single-player iOS (2010)

 

Final Fantasy foi lançado originalmente para Famicom (conhecido como NES ou Nintendo-8 bits no ocidente) pela Square Co., Ltd. O primeiro jogo da série teve um time de desenvolvimento pequeno - o que era normal para a época - mas que se revelariam talentosos. Hironobu Sakaguchi foi o cabeça do projeto, que se inspirou em outros RPGs que fizeram sucesso na época, como Dragon Quest. A idéia deu tão certo que o jogo se transformou na série que perdura até os tempos atuais.

Apesar do nome Final Fantasy ser atribuído ao fato de ter sido uma última cartada da Square, que estava à beira da falência, o nome "Final" no começo não fora bem aceito pelos desenvolvedores. Um dos nomes cogitados seria Fighting Fantasy, mas por motivos de patente tiveram que optar por outra escolha. Mas o jogo deixou claro que de "Final" não tinha nada. Final Fantasy fez sucesso não só no Japão quanto nos Estados Unidos, que normalmente não se veem acostumados com RPGs orientais.

Nas últimas duas décadas, o jogo recebeu vários remakes e ports pra diversos sistemas, incluindo os computadores MSX e celulares. Algumas vezes acompanhado de seu sucessor Final Fantasy II, a compilação dos dois fora lançado para o próprio Famicom, Game Boy Advance e Playstation Portable. Seu port mais recente foi lançado como aplicativo para os sistemas iOS da Apple (iPhone, iPod Touch, iPad).

 

 

 

 

História (contém spoilers)


O primeiro jogo da série apesar de ter uma história simples para nós hoje, na época foi uma evolução nos enredos de games, em uma época onde Mario Bros. era o sucesso do momento. O jogo tem como foco principal o surgimento dos quatro Light Warriors (Guerreiros da Luz) com o objetivo de restaurar os quatro cristais que garantem a estabilidade do planeta, como fora profetizado por Lukahn: "Quando escuridão velar o mundo, quatro Guerreiros da Luz devem vir. Se eles não conseguirem reunir os pedaços da luz, a escuridão irá consumir tudo. Os quatro Cristais nunca irão brilhar de novo...".

Os quatro protagonistas não possuem nenhuma personalidade podendo dar nomes livremente a eles. Chegando no reino de Cornelia, o rei pede para que salvem sua filha - a princesa Sarah - das mãos de Garland. No local do sequestro derrotam o espadachim traidor, que é salvo e enviado há 2000 anos atrás pelos quatro demônios que o corromperam. Ao chegar no passado, Garland manda os demônios ao futuro para causar o caos, criando um loop no tempo sem fim, garantindo a existência de Garland e as quatro bestas eternamente.

Tiamat é enviado há 400 anos antes do tempo atual da história, e quase extingue a civilização de Lufenia, se apoderando do Flying Fortress e do cristal do vento. Kraken chega 200 anos depois e afunda o templo de Onrac, possuindo o cristal da água. Lich e Kary (Marilith nos remakes) chegam anos mais tarde. Lich controla o cristal da terra, enquanto Kary toma o cristal do fogo para si. Assim o mundo entra em caos, os ventos morrem, os mares ficam enfurecidos, o solo apodrece, entre muitas outras catástrofes.

Para a cronologia completa leia este artigo.

 

 

 

 

Gameplay


Como o jogo conta com personagens genéricos, você tem a liberdade de escolher entre seis classes para cada um dos quatro Light Warriors, havendo uma variação de 30 possibilidades para compor um time. Como era de costume na época, os personagens eram representados mais pelas suas habilidades em batalha do que por personalidades próprias. Cada classe possui uma característica que o difere das outras, fazendo com que o jogador crie táticas na escolha de seu time.

As seis classes são Fighter (nos remakes foi rebatizado como Warrior), Black Belt (posteriormente conhecido como Monk nos remakes), Thief, Black Mage, White Mage e Red Mage. Além disso, o jogo conta com uma quest opcional para evoluir as classes, permitindo a utilização de equipamentos e armas ainda mais poderosas. As seis classes evoluídas são Knight, Master, Ninja, Black Wizard, White Wizard e Red Wizard. Foi o primeiro sistema de jobs visto na série, ressurgindo em jogos futuros como em Final Fantasy III e em Final Fantasy V.

O sistema era composto por quatro modos de gameplay: mapa mundi, onde você viaja pelos continentes e oceanos do jogo; cidades ou dungeons, onde você poderia conversar com pessoas e encontrar itens em baús; batalha, cenário onde você combate com monstros e seus inimigos; e tela de menu, onde você poderia acessar o estado de cada personagem e seus itens por exemplo.

As batalhas em sua maioria são geradas aleatoriamente pelo mapa mundi ou dentro de cavernas, exceto as batalhas contra chefes. Ao contrário de Dragon Quest e Ultima que possuem batalhas um contra um, os quatro protagonistas de Final Fantasy podem confrontar até nove inimigos de uma vez. Outra diferença do jogo é a posição que os combatentes se apresentam na tela de batalha, em vez de visão em primeira pessoa com monstros frente a tela, em Final Fantasy temos os protagonistas aparecendo do lado direito e os monstros do lado esquerdo. Essa visão se tornou padrão pra muitos jogos de RPG a partir daí.

 

 

 

 

Desenvolvimento


Seguindo os moldes de Dragon Quest, Hironobu Sakaguchi deu sua súltima cartada para tirar a Square da lama, que até então só produzia jogos com fracassos de venda. A equipe era composta, além dele, por Yoshitaka Amano que se encarregou de criar o design dos personagens e monstros, Nobuo Uematsu compondo as músicas, Akitoshi Kawazu como co-designer, Nasir Gebeli como programador e Kenji Terada na produção dos cenários.

O jogo tornou-se a segunda franquia de RPG mais aclamada pelos japoneses, ficando atrás somente de sua própria inspiração: Dragon Quest da Enix. Com o sucesso de Dragon Quest em território norte-americano, lá lançado como Dragon Warrior, a Square decidiu seguir o embalo com o apoio de marketing da Nintendo. E assim foi feito, em 1990 a série estreia oficialmente no ocidente.

Final Fantasy foi o jogo mais refeito da série, ganhando remakes e ports que aumentaram significativamente seus gráficos e adição de extras para os fãs mais ferverosos. O primeirto port saiu para o MSX2 em 1989, sem muitas mudanças além de cores diferentes e mudanças nas batalhas aleatórias. Mas esta versão possui algumas limitações por ter sido lançado em disquete, havendo problemas com carregamento e saves.

Mais de uma década após seu lançamento, o jogo ganha um remake para Wonderswan Color, com direito a gráficos mais bem trabalhados, revisão do script, cenas novas, músicas novas e até um logo seguindo o padrão que surgiu a partir de Final Fantasy IV. Este remake serviu de base para uma compilação lançada em 2003 para Playstation, junto com seu sucessor Final Fantasy II, chamada Final Fantasy Origins. Os gráficos continuaram trabalhados, mas agora em maior resolução. As músicas tiveram uma qualidade muito superior usando a tecnologia de audio da Sony. Cenas em computação gráfica e uma seção de bestiário com informações e artes de cada monstro foram as adições mais significativas desta versão.

No ano seguinte, outra compilação com os dois primeiros games da série foi lançado para Game Boy Advance, chamado aqui no ocidente de Final Fantasy I & II Dawn of Souls. Apesar de esta versão não contar com as CGs avançadas da versão de Playstation, um longo extra foi adicionado chamado Soul of Chaos. Neste extra você poderia explorar quatro dungeons novas, cada uma homenageando um jogo diferente da série (Final Fantasy III, IV, V e VI). E a homenagem se dava no confronto com os chefes mais conhecidos de cada jogo como Gilgamesh de Final Fantasy V e Ultros de Final Fantasy VI.

Completando 20 anos da série, a Square-Enix decide então refazer mais uma vez o jogo de origem, dessa vez para o PSP. Final Fantasy 20th Anniversary Edition foi lançado em 2008 com gráficos em alta resolução e muito superiores a todas as outras versões lançadas até então, e um novo logo foi criado. Além do jogo contar com todos os extras das versões de Playstation One e Game Boy Advance, mais uma dungeon nova foi adicionada - The Labyrinth of Time - com uma dificuldade ainda maior e um novo super chefe de codinome Chronodia.

 

Sua ultima versão deu as caras nos aplicativos da Apple, bem parecida com a versão de PSP mas com algumas funções próprias para os aparelhos como jogabilidade à toque na tela e um Quick Save para você salvar o jogo em qualquer ponto que esteja ao receber uma ligação ou verificar a home, retornando no ponto salvo assim que voltar para o jogo.