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Sáb, 04 de Setembro de 2010 00:21

Memórias ancestrais

Há muito tempo, uma raça antiga, descendente direta dos deuses, habitava Vana’diel. Eles viajavam pelos céus, transformavam pedras em ouro e deram origem às terras floridas por todo o mundo.
Mas, um dia, eles decidiram construir um caminho para a entrada divina do paraíso. Tamanha insolência enfureceu os deuses, e o defensor do portão divino, então, destruiu o caminho e baniu esses seres para o fundo do mar.

Pouco tempo depois, a deusa Altana despertou e viu as ruínas do que um dia foi Vana’diel. Triste, ela chorou cinco lágrimas. Quando estas lágrimas caíram na terra, deram vida às cinco raças de Vana’diel.
Mas o deus Promathia observou tudo de seu reino nas sombras. Promathia decidiu condenar o trabalho de Altana, amaldiçoando todas as raças para estarem em conflito eterno. Ele então criou uma raça de monstros, espalhados pelo mundo, comandados para matar todos os habitantes de Vana’diel. Isto era um aviso para que eles nunca mais pensassem em abrir o caminho para os deuses.

A era das bestas

A raça de bestas espalhou-se na era da escuridão. Mas os semi-humanos das raças Galka e Mithra, abençoados com corpos poderosos o suficiente para resistir ao avanço das bestas, também cresceram em número. Eles lutaram com todos os esforços para expulsar as bestas de suas casas em uma era de batalhas e caos intermináveis.

Os Tarutaru, cansados das batalhas intermináveis, peregrinaram pelo mundo em procura de paz. Terminaram por descobrir um continente inexplorado, que nomearam de Windurst, e lá se estabeleceram com esperanças de um melhor futuro para sua raça.

Várias décadas após o fim da longa jornada dos Tarutaru, uma jovem Tarutaru perdeu-se em uma das misteriosas torres espalhadas nos arredores de Windurst. Nesta torre, os segredos da magia foram revelados a ela, e este conhecimento foi espalhado para sua raça inteira. Os Tarutaru trabalharam duro para aperfeiçoar e entender o poder misterioso que lhes foi dado. E então começou a era da magia.

A era da magia

Fortalecida por suas habilidades magias, a raça dos Tarutaru estabeleceu a Federação de Windurst, trabalhando para afastar as hordas de bestas de Yagudo de suas terras. Os Tarutaru prosperaram, unidos por seu conhecimento de magia e a solidez de uma nova federação. Foi uma era de glória para sua raça.
Mas segredos revelados não conseguem ser contidos por muito tempo, e o conhecimento da magia espalhou-se lentamente para todas as raças de Vana’diel. Em pouco tempo, até mesmo as bestas começaram a usar técnicas magias.

Os Tarutaru, com sentimentos de culpa pelo mal que haviam causado, entraram numa era de isolamento. Fecharam suas fronteiras para todas as pessoas, com exceção das suas amigas de longa data, as Mithra. E então, uma civilização antes orgulhosa, tornou-se mais e mais desligada do resto do mundo.

A era do poder

O uso da magia trouxe felicidade e conflito para as outras raças de Vana’diel. Os mais satisfeitos foram os orgulhosos Elvaan, que se estabeleceram no Reino de San d’Oria, na área norte do continente velho. Com o monopólio dos Tarutaru sobre a magia terminado, os Elvaan conseguiram criar uma poderosa ordem de cavaleiros que não temiam adversário algum.

Fortalezas das bestas, assim como vilas de Tarutaru, sucumbiram ao poder dos cavaleiros de San d’Oria. Em pouco tempo quase todo o continente de Quon estava dominado por San d’Oria.
O orgulho leva à vulnerabilidade. A nação de Bastok, criada pelos Hume e Galka, estabelecida no continente de Quon, mais ao sul, havia se fortalecido pelo crescimento econômico e inteligência dos Hume. As forças de Bastok dizimaram a elite dos cavaleiros de San d’Oria, na chamada segunda batalha de Konschtat. Tecnologia de última geração em armas de fogo mudaram o rumo da batalha e garantiram a vitória à Bastok. Essa derrota humilhante contribuiu para que o reino de San d’Oria entrasse numa era de conflitos internos e guerra civil. Um a um, os territórios que os Elvaan tinham conquistado foram perdidos.

A era da tecnologia

A queda do Reino de San d’Oria transformou-se na era de prosperidade para a República de Bastok.
Mercadores Hume espalharam-se por Vana’diel em uma era de desenvolvimento econômico sem precedentes. Bastok prosperava enquanto os Hume vendiam produtos forjados de preciosos metais raros, extraídos de suas minas. Tudo isto foi acelerado com a aparição de um gênio da engenharia, conhecido como Cid. Práticos como sempre, os Hume pensaram em criar outra nação: o Grande Ducado de Jeuno. Jeuno era, há muito tempo, apenas uma pequena cidade que vivia da pesca, em uma ilha isolada, entre os dois continentes. A construção de enormes pontes transformaram a pequena vila em uma movimentada metropólis de comércio e indústria.

O fim da era das raças

Um monstro conhecido apenas como Shadow Lord apareceu sem aviso, e seu nome é sinônimo de terror até os dias atuais. Consumido pelo ódio de todos os seres vivos, ele escravizou as bestas e as usou em ataques simultâneos contra as nações de Vana’diel. Então, começou a Guerra do Cristal.
Após anos de paz e prosperidade, as nações caíram uma atrás da outra, sem forças para deter o massacre incessante. O terror espalhou-se pelas terras de Vana’diel como o fogo do próprio inferno.
Em resposta ao ataque incessante da raça das bestas, o Grande Duque Kam’lanaut de Jeuno convenceu as pessoas de San d’Oria, Windurst e Bastok para se unirem como as Forças Aliadas de Altana – e destruirem a raça das bestas para sempre.

A guerra iniciou-se, mas não havia vantagem para nenhum dos lados. Finalmente, na lendária Batalha de Jeuno, as Forças Aliadas de Altana conseguiram a vantagem. Eles declararam a vitória total contra as hordas de bestas na Batalha de Xarcabard. Finalmente, os heróis das cinco raças encurralaram o Shadow Lord em sua fortaleza, o Castelo Zvahl, onde Volker, o campeão de Bastok, desferiu o golpe final.
Então, a Guerra do Cristal chegou a um fim, com a vitória às custas dos incontáveis corpos espalhados pelas terras devastadas de Vana’diel

O início da era dos aventureiros

Embora a guerra tenha acabado, as nações de Vana’diel, devastadas e exaustas das batalhas e sofrimento intermináveis, construíram consulados a fim de melhorar as relações entre si. O Ducado de Jeuno construiu enormes Airships baseadas na misteriosa tecnologia ancestral, deixando as nações de Vana’diel mais próximas, prometendo uma era de paz e prosperidade.
Ou pelo menos essa era a esperança das nações. Na realidade, a raça das bestas haviam se reagrupado e continuaram a construir fortalezas pelo mundo. Embora tenham perdido a organização de eras passadas, eles voltaram a atacar as nações e raças de Vana’diel espalhando novamente o terror.
Ainda assim, as três grandes nações continuaram a desconfiar umas das outras. Em vez de mandar suas tropas para lidar com a ameaça das bestas, eles começaram a usar uma nova geração de jovens independentes para lidar com a situação em um nível individual.
Essas pessoas foram chamadas de aventureiros. Almas intrépidas que seguem suas próprias crenças, movendo-se livremente de cidade para cidade, independente de sua aliança com sua própria nação. Verdadeiramente, este é o início de uma nova era na história de Vana'diel.