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Sex, 03 de Setembro de 2010 23:48

Plataformas: Playstation, Windows
Lançamento Japonês: 1997 (31 de janeiro)
Lançamento Americano: 1997 (31 de agosto)

A Nintendo teima em continuar com os cartuchos, difíceis de programar, e a Square acaba rompendo com ela, abandonado o projeto de FFVII para o N64 e trazendo-o para o videogame de sua nova aliada, a Sony. Agora em 3D, a série assume uma postura mais contemporânea mostrando mundos mais distantes do medieval e dando novo fôlego ao roteiro dos jogos. Visando fazer enredos mais cinematográficos e trazer enredos de nível comparável aos da animação japonesa na época, o Caracter design da série mudou de Amano para Tetsuya Nomura.

Foi o primeiro FF a ser desenvolvido para Windows também. Virou um sucesso de critica e público, fazendo com que a série se tornasse a partir daí, mundialmente famosa. Depois de FFVII, todo jogo ganhou uma versão americana e com os números certos, de acordo com o a numeração original japonesa. A versão para PC foi publicada pela Eidos, e a versão para Playstation lançada pela Sony foi bastante criticada por conter vários erros gramaticais. A versão para Windows usava a mesma tradução, no entanto, vários erros foram corrigidos.

O sistema de jogo utilizou o bom e conhecido ATB. Mas a inovação ficava por conta mesmo das chamadas Materias. Esferas mágicas que continham poderes. Você era capaz de equipar no seu personagem dando a ele certas magias ou habilidades, o sistema era tão incrível e complexo ao mesmo tempo, que inúmeras combinações de Materias eram possíveis, fazendo com que os fãs passassem horas desenvolvendo estratégias. O Limit Breaker também se aperfeiçoou, ganhou leveis e ao invés de só ser atingido quando o personagem está morrendo, ele ganhou uma barra própria, quando aquela barra enchia, você estava pronto para usar seu Limit Breaker. As summons foram outro grande marco do jogo, antes disso, as summons eram legais, fortes, mas nada mais, a partir de FFVII elas acabam ganhando cada vez mais importância na série, e cada Summon usada é uma apresentação cinematográfica que surge na tela. O grande sucesso dessas magias influenciaria completamente a história de FFVIII e FFIX.

A versão americana ganhou adicionais, elementos que não existiam na japonesa, entre os add-ons mais famosos estão o Ruby Weapon, Emerald Weapon e a possibilidade de lutar com Diamond Weapon. Devido ao sucesso de Emerald e Ruby, foi lançado no Japão Final Fantasy VII Internacional. Com as mesmas alterações da versão americana, e ainda um quarto CD com bônus sobre jogo.

FFVII da ênfase apenas aos poucos protagonistas, reservando aos outros personagens jogáveis um papel um pouco menos importante, apesar disso o jogo traz um dos vilões mais sensacionais da saga: Sephiroth, o guerreiro mais forte do planeta que ostentava megalomania e ambições divinas.

O jogo conta a história de Clud Strife, um ex-Soldier que se torna um mercenário trazido por sua amiga de infância Tifa Lockheart aos membros da AVALANCHE, liderados por Barret Wallace.

Juntos, eles buscam destruir os planos da corporação Shinra, na qual têm como principal objetivo absorver com seus reatores a energia Mako. Essa energia é a fonte vital do planeta e de seus seres vivos.

Em meio a essa disparidade entre as duas organizações, surge Sephiroth, um outro Soldier da primeira classe que descobre ser fruto de experimentos e enlouquece. Sephiroth busca invocar a magia Meteor para destruir o planeta com o intuito de que toda sua energia seja acumulada em um único ponto para que ele consiga concentrá-la em si mesmo. Em contrapartida temos Aeris , uma garota descendente dos Cetras, e a única capaz de criar a magia Holy para enfrentar a magia Meteor. FFVII traz um enredo extremamente bem feito, abusando de complexidade e crises de identidade bem planejadas. FFVII é considerado também como um dos mais marcantes pela tragédia que envolve o fim do primeiro CD, a morte de um dos personagens principais. Há muitas curiosidades sobre isso, no inicio o game só teria 3 personagens e os produtores estavam em dúvida se seria Aeris ou Barret o personagem a morrer, até que em uma conversa de telefônica entre Nomura e Kitase, foi decidido qual seria o mártir.

Inicialmente FFVII seria relançado para o PS2 junto com FFVIII, mas esse projeto foi cancelado.