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Sex, 03 de Setembro de 2010 23:19

Plataformas: Playstation, Windows
Lançamento Japonês: 1999 (11 de fevereiro)
Lançamento Americano: 1999 (31 de agosto)


O oitavo jogo aposta pesado nos gráficos realistas e acaba com o estilo super deformado que caracterizava a série.

Enquanto as motivações dos personagens são mais trabalhadas individualmente, suas histórias acabam apelando muito pouco por sua simplicidade e mais naturalidade, eles agem como pessoas normais de acordo com suas personalidades e não são influenciados por tragédias e crises existenciais. Em contra-partida romance entre Squall e Rinoa é bem concebido e emocionante.

Foi o segundo Final Fantasy a ser lançado para o Playstation e o segundo lançado para Windows.

Treze semanas após o lançamento, Final Fantasy VIII já havia rendido 50 milhões a Square, sendo o Final Fantasy a vender mais rápido de todos os tempos. Ele vendeu mais de 8 milhões de cópias no mundo, tornando-se o segundo Final Fantasy mais vendido, depois de Final Fantasy VII que já teria vendido mais de 10 milhões. FFVIII foi votado como vigésimo segundo melhor jogo pela revista Famitsu no Japão.

O sistema de jogo mudou praticamente tudo que se conhecia por Final Fantasy. Não existia mais MP, as magias agora eram como itens praticamente, os limit breakers mudaram, a experiência das lutas também, o level dos inimigos mudaria, as summons ficaram mais bem trabalhadas do que nunca fazendo parte essencial do roteiro. A luta ainda usava o ATB, mas agora aqueles menus que tínhamos antes nas lutas deram espaço apenas a barra do ATB e ao HP e nome do personagem. O menu de jogo ganhou cores totalmente cinzas, sumindo com a foto dos personagens, que só apareceriam na opção Status.

As lutas agora tinha um sistema único, o sistema de Draw, onde você podia roubar magias dos inimigos, um sistema bastante inovador, mas cansativo e alvo de muitas criticas. As mudanças não param por aí, outro sistema de jogo era o Junction, no qual você equipava magias nos personagens, uma para cada status, fazendo melhorias em cada um. O sistema de junction permitia que você ganhasse resistência a elementos, os absorvesse, ou fosse fraco a eles, também obrigava cada jogador a aprender sobre a função do status, que até então, aumentavam automaticamente e ninguém então procurava saber pra que servia LUCK.

Os inimigos agora acompanhavam o level de seus personagens, se você era level 10, os inimigos e os chefes, seriam do mesmo level. Isso era bastante inovador, e fazia com que, mesmo no final do jogo, inimigos como o Tiranossauro fossem difíceis de enfrentar. O sistema de dinheiro também mudaria, não se ganhava mais dinheiro após as lutas, mas sim através de um salário que você ganhava da SeeD, para aumentar o salário era necessário fazer testes. Muitas pessoas que não sabiam administrar o dinheiro ou simplesmente fazia todos os testes logo de inicio tinham problemas com dinheiro em FFVIII.

Em FFVIII era possível andar de carro pelo mapa e trem, pode parecer estranho, mas era até divertido andar de carrinho por aí. O sistema de armas também mudou nesse jogo da série, você não comprava mais suas armas em lojas que COINCIDENTEMENE vendiam exatamente as armas que cada personagem precisava. Você agora precisava juntar itens, e fazer “upgrades” em suas armas, a variedade de armas não é muito grande, mas pode apostar que o visual de cada uma vale a pena.

Final Fantasy VIII também criou os minigames na série, a partir daí cada jogo da série contaria com um minigame principal. Em FFVIII o jogo de cartas triple triad foi o pioneiro.
Três personagens se destacam nos quatro CDs do jogo: Laguna e seus dois companheiros Kiros e Ward. Eles aparecem de forma misteriosa aos protagonistas através de sonhos onde suas historias cômicas e trágicas são contadas. O vilão Seifer não chega aos pés de Kefka ou Sephiroth mas também mostra características bem interessantes, rivalizando do inicio ao fim com Squall..

Esse jogo foi também o primeiro a receber uma música tema cantada, lançada como single no Japão para divulgar o jogo, a Eyes On Me. Ela e a ópera em latin, Liberi Fatali ajudaram a fazer de FFVIII um dos jogos da série com a trilha sonora mais cultuada pelos fãs. Vale lembrar que FFVII já apresentava uma Opera em latin e até Final Fantasy VI tinha uma musica cantada reproduzida em Mode7.

Na história, Squall Leonheart é aluno da Balamb Garden, uma escola em forma de aeronave que treina guerreiros para enfrentar as mais diversas situações e inimigos. Cada guerreiro passa por um teste de graduação para se tornar membro do grupo de elite chamado SEED. Squall é rival de outro aluno que treina junto com ele, Seifer, a ambos são especialistas com Gunblade, umas espécies de espada-revólver. Seifer, por ter um certo ódio de Squall, une-se a Edea, uma feiticeira que está sendo controlada pela bruxa Ultimécia, vilã do jogo.

O herói tímido conhece Rinoa, líder dos Fores Ows, uma organização da cidade de Timber que tenta se livrar de Galbadia. Juntos além de desafios e situações da mais variáveis, os dois acabam tendo um romance nunca antes abordado assim em um Final Fantasy.

Havia planos para FFVIII ser relançado para o Playstation, mas o projeto foi cancelado.