FFX-2 PDF Imprimir E-mail
Sex, 03 de Setembro de 2010 21:54


Plataformas: Playstation 2
Lançamento Japonês: 2003 (13 de março)
Lançamento Americano: 2003 (18 de novembro)

Por tabela nenhum jogo da série "Final Fantasy" tem ligação direta com os jogos anteriores. "Final Fantasy X" foi o primeiro a quebrar essa barreira, apesar da primeira continuação real de um game Final Fantasy foi o OVA de FFV: “Final Fantasy: Legend of The Crystals” .

Inicialmente FFX teria duas continuações, uma com Rikku e outra com Yuna, mas houve só uma. Ainda bem, porque é aqui que a Square Enix chuta o pau da barra, literalmente. Final Fantasy X-2 foi alvo de inúmeras criticas e raiva descontrolada de fãs, tem gente que nem considera um jogo da série Final Fantasy. O choque foi grande ao ver Yuna, santa, religiosa, salvadora do mundo, que vestia um lindo quimono japonês, vestida agora com shorts estilo “é o tchan”, pistolas, cabelo moderno e um enorme rabo de cavalo que vai até o chão. Calma, calma, ela não virou prostituta de 2 doláres, nem ainda entrou pra “As Panteras” (mas esteve perto). Final Fantasy X-2 é uma tentativa arriscada da Square em fazer um jogo sendo uma continuação da série. Praticamente tudo que você conhece em Final Fantasy não está aqui.

O mundo é o mesmo de Final Fantasy X, Spira, com a adição de alguns lugares novos. As protagonistas da história, isso mesmo AS, protagonistas são apenas 3 mulheres, nada de homens aqui. Yuna, Rikku e Paine fazem parte de um grupo de caçadoras de esferas intitulado Gullwings. O sistema de batalha é totalmente dinâmico e em tempo real, enquanto você está se curando, um inimigo está atacando outro personagem, e o outro personagem já está atacando o outro inimigo. Pode parecer complicado no inicio, mas é bastante empolgante depois que você se acostuma. As summons não existem nesse jogo, devido aos acontecimentos no final de FFX (Não terminou FFX ainda? O que ta esperando?). A graça das três heroínas fica na parte dos jobs, eles voltam com tudo nessa versão, cada garota possuí um job no inicio, mas podem trocar para qualquer outro que desejar, e conforme você avança no jogo, consegue mais jobs, as chamadas Dressphere. Toda a vez que você troca de job no meio da batalha, a personagem, faz um malabarismo, salta, desaparece, faz coelho sair da cartola, canta, rebola, e no fim, troca de roupa (ah, claro e de job também). Cada job tem uma roupa diferente, e cada uma das três tem um tipo de roupa. A roupa de ladra de Yuna, não é a mesma de Rikku ou de Paine. O sistema de jogo também volta a ser por level e a ter acessórios que ajudam seus personagens (é... naquelas).

O mais chocante em FFX-2 não são os minúsculos shorts de Yuna (quem dera esse fosse o único problema), mas o que mais impressiona é que o jogo acontece em forma de Missions, com direito a MISSION START e MISSION COMPLETE aparecendo na tela. Isso mesmo, a história vai se desenvolvendo conforme você completa as missões, nem é preciso dizer que existem missões opcionais. Outra novidade é o fato do jogo ir marcando quantos “%” você já fez, e possui mais de 1 final (assim como em FFIX). Se você completar 100% do jogo, verá o verdadeiro final.

O jogo começa cerca de dois anos depois do final de "FFX".O mundo parece outro sem a ameaça de Sin.. Essa mudança reflete na protagonista Yuna, que agora adota outro estilo de vida. Em sua nova vida Yuna descobre pistas de Tidus e aos poucos percebe que tem um estranho envolvimento com uma famosa cantora do passado, chamada Leene.

Visualmente, o jogo é bem parecido com "FFX", trazendo partes inteiras do cenário sem mudança nenhuma. A grande mudança está na expressão facial das protagonistas, que apesar de forçado, é bem mais elaborado e funciona bem no contexto do jogo, a dublagem está muito boa e a performance de Rikku até ganhou um premio.

"Final Fantasy X-2" trai todas as perscpectivas anteriores da série da forma mais bruta possível o que chocou os fãs.