Exploração do Mundo PDF Imprimir E-mail
Sex, 09 de Dezembro de 2011 22:03

Como já falado, o jogo tem o fator do tempo como um grande limitador de ações. O jogo tem seu próprio tempo. As missões de história separam-se por um período onde o jogador está livre para realizar o que quiser ou simplesmente aceitar pular esse tempo e seguir para a próxima missão da história. O tempo do jogo se divide em dias e horas, onde cada evento dentro da Peristylium, a escola de soldados, consome duas horas desse tempo. Estes eventos são sempre cenas e conversas entre personagens importantes, algumas apenas revelam características dos personagens enquanto outros revelam detalhes da história, pequenos pedaços porém essenciais para entender a história como um todo.

World Map de Type-0

 

Sair da Peristylium também consome tempo, e um tempo muito maior e precioso, algo em torno de 8 horas. Então se vai sair, tenha em mente que perdeu 8 horas do tempo livre entre as missões, então é sempre bom realizar os eventos dentro da Peristylium primeiro, para poder ver de tudo e depois caçar o que tiver de caçar. Se o personagem saiu e voltou no mesmo segundo ou se rodou o mundo várias vezes, ao voltar pra Peristylium, consumiu as 8 horas da mesma maneira. Exatamente esse tempo gasto limita as side missions e quests a realizar pois só se pode pegar uma de cada por vez, então: Mate 1 bomb, sai da peristylium, mata o bomb, volta, 8 horas passaram e uma quest realizada. Algumas dessas quests não são tão sacanas assim, como aquelas de conseguir um item ou Phantoma, já que não é necessario aceitar a missão para que o monstro dê tal item ou Phantoma ao morrer, então é bom aproveitar a viagem e conseguir fazer esses tipos de quests em uma única viagem.

Algo que está presente neste título e foi a mais severa crítica dos novos jogos da franquia é a questão da exploração do mundo e lugares para se conhecer nele. Realmente, Type-0 tem muitas cidades para se conhecer. Mas infelizmente, como um dedo irônico dessa reclamação, existem somente cidades para se conhecer. Não são muitas dungeons ou locais para se visitar além de cidades e mais cidades. Ainda por cima cidades pequenas e visualmente iguais, com algumas pessoas fornecendo algumas quests, vendendo itens muitas vezes inúteis. Mas pelo menos há exploração.

                                    Emblema de Byakko                                  Emblema de Suzaku

   

                                    Emblema de Soryuu                                      Emblema de Genbu

   

As dungeons a se explorar, apesar de poucas, são lugares interessantes. Lugares com ótimas recompensas a conseguir no final delas, monstros fortes e com um grande desafio para vencê-los e outras coisas. Mas essa exploração fica limitadíssima pelo fator Território.

No jogo, está acontecendo uma grande guerra entre as quatro grandes nações de Orience e o jogador tem a possibilidade de explorar somente territórios da própria nação, a Suzaku de Rubrum. Nem adianta tentar entrar em território inimigo, uma mensagem com um simples “Você não pode entrar nessa região” impedirá o jogador de prosseguir por ali. Algumas dessas regiões somente estão livres para se conhecer nos últimos momentos do jogo e, ao voltar para a Peristylium para qualquer coisa os eventos finais do jogo se iniciam.

Além do mais, a graça da exploração é cortada pela metade do notar que, apesar de explorar, não tem muito o que se conhecer. Apenas dungeons e cidades sem grandes histórias ou fundos que te fazem ter vontade de conhecer o lugar. Orience é um mundo realmente pequeno, limitado e sem muito para se ver.